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Precisamos entender o que é equidade de gênero


Já falamos sobre sororidade, tivemos a oportunidade de conversar com a Tifanny Abreu sobre o que é ser mulher e também, o que podemos fazer de diferente para estar ao lado da população negra, e, para encerrar este mês tão importante, preparamos um conteúdo que é a base de tudo o que já foi discutido. Afinal, por que precisamos classificar o que é equidade de gênero?


Atualmente, as mulheres ultrapassam 50% da população brasileira, mas mesmo assim seguimos velhos padrões preestabelecidos, como o preconceito e machismo. Mesmo assim, seguimos otimistas, afinal, algumas empresas estão em movimento, lutando para aumentar a diversidade de etnia e gênero, mas ainda assim sabendo que o resultado muitas das vezes é lento e tem seu efeito apenas a longo prazo.


E para continuarmos enfrentando essa realidade e acelerarmos esse processo, é preciso entendermos como a roda gira e pelo que vamos reivindicar.


Por isso seguimos esse texto com a pergunta: você sabe dizer se existe alguma diferença entre igualdade e equidade de gênero?


Durante anos carreguei comigo que ambas buscavam a mesma coisa, mas não. Mesmo sendo utilizados como sinônimo pela maioria das pessoas, os termos igualdade e equidade significam coisas diferentes, e claro, para falarmos do protagonismo feminino em diferentes cenários, é necessário enfatizarmos o que cada um trata.



Igualdade versus equidade


Quando começamos a falar mais sobre feminismo de forma abrangente e não necessariamente aprofundando em suas vertentes, mas sim como uma forma de conscientização geral, o termo mais utilizado até uns anos atrás era “igualdade entre os gêneros”, o que, se baseia em manter o meio/forma para todas as pessoas, não enxergando suas necessidades particulares, o que, automaticamente, exclui mulheres que não sigam um padrão.


E é aqui que emerge a necessidade da equidade.

Quando lutamos por “equidade de gênero” estamos falando sobre oferecer oportunidade e justiça iguais independentes de gênero.

E claro, para conquistarmos isso, é preciso primeiramente, entender que essas oportunidades são diferentes para homens e mulheres, assim como para pessoas negras, mais velhas e de classe baixa.


A igualdade nesse ponto, parte da premissa de que devemos tratar todos iguais, mas é preciso lembrar que não somos, que as oportunidades e referências são plurais. Ela insiste em manter padronização, quando na verdade, o que precisamos é mais. Mais diversidade, valorização e dela, equidade.


Esperamos ter esclarecido mais esse tema na sua mente e que você espalhe esse conceito para as pessoas que estão a sua volta, além é claro de aplicar isso em sua vida por completo.


Mantemos o coração quentinho por aqui e seguimos resistindo, sempre. E claro, reforçamos a pergunta: e você, vem com a gente?